O aluguel de carro corporativo deixou de ser uma decisão simples. Se antes a escolha era entre Localiza, Movida ou Unidas, hoje o gestor de viagens precisa avaliar também plataformas de assinatura como Kovi e Turbi, além de apps de mobilidade urbana. Escolher a modalidade errada pode significar custos desnecessários, coberturas insuficientes e dores de cabeça com a política de viagens da empresa. Neste guia, você entende as diferenças, vantagens e desvantagens de cada opção — e como tomar a melhor decisão para cada tipo de deslocamento corporativo.
O mercado de locação corporativa no Brasil em 2026
As viagens corporativas seguem em expansão no Brasil. Segundo dados da Abracorp, o setor movimentou R$ 1,29 bilhão só em abril de 2026, impulsionado pela retomada de eventos presenciais, feiras e visitas comerciais. Nesse cenário, a demanda por veículos alugados cresceu tanto nos grandes centros quanto em destinos regionais — onde o transporte por aplicativo ainda é limitado.
Para as empresas, isso significa que a mobilidade terrestre representa uma fatia relevante do orçamento de viagens. Escolher entre locadoras tradicionais e plataformas de assinatura ou apps não é apenas questão de preferência: impacta diretamente o custo médio por viagem, a facilidade de reembolso e a conformidade com a política interna. Entender como reduzir custos em viagens corporativas começa por aqui.
Locadoras tradicionais: Localiza, Movida e Unidas
As locadoras tradicionais dominam o mercado de aluguel de carro corporativo no Brasil há décadas. Localiza, Movida e Unidas oferecem estrutura consolidada, presença nacional e contratos corporativos com condições diferenciadas. Veja os principais pontos:
Vantagens das locadoras tradicionais
- Cobertura geográfica ampla: presença em aeroportos, rodoviárias e centros urbanos em todo o Brasil, inclusive em cidades menores.
- Tarifas corporativas negociadas: empresas com volume de locações podem firmar contratos com descontos progressivos, faturamento centralizado e relatórios de despesas integrados.
- Opções de seguro estruturadas: as locadoras oferecem pacotes de proteção que vão do básico (cobertura parcial) ao completo (avarias, perda total, danos a terceiros, assistência 24h), facilitando a gestão de sinistros.
- Modelos variados: de econômicos a SUVs e vans executivas, adequados a diferentes perfis de viajante corporativo.
- Faturamento para CNPJ: emissão de nota fiscal para pessoa jurídica, simplificando a prestação de contas.
Desvantagens das locadoras tradicionais
- Processos de retirada e devolução que podem ser lentos em períodos de alta demanda.
- Cobranças extras por combustível, quilometragem excedente e acessórios podem inflar o custo final.
- Dependência de disponibilidade no local — nem sempre o modelo desejado está disponível.
Apps e assinaturas: Kovi, Turbi e modelos de subscription
Nos últimos anos, plataformas como Kovi e Turbi ganharam espaço com propostas de aluguel por assinatura mensal ou locação flexível por aplicativo. Esse modelo atende perfis de uso diferentes dos viajantes corporativos tradicionais.
Como funcionam os apps de subscription
No modelo de assinatura, o colaborador (ou a empresa) paga uma mensalidade fixa que cobre seguro, manutenção e IPVA, sem entrada ou entrada reduzida. Já plataformas como Turbi permitem aluguéis por horas ou dias diretamente pelo app, sem balcão físico.
Vantagens dos apps e subscriptions
- Flexibilidade: ideal para colaboradores que precisam de veículo esporádico, sem comprometer budget com contrato fixo.
- Processo digital: reserva, check-in e devolução pelo smartphone, sem filas.
- Custo previsível na assinatura: mensalidade única sem surpresas de manutenção ou IPVA.
- Indicado para projetos temporários: equipes em campo por 3 a 12 meses se beneficiam da assinatura sem compra de frota.
Desvantagens dos apps
- Cobertura geográfica limitada: Kovi e Turbi têm presença concentrada nas capitais e grandes cidades; em destinos menores, a locadora tradicional ainda é indispensável.
- Faturamento para CNPJ: nem todas as plataformas oferecem nota fiscal corporativa de forma simplificada — é preciso verificar caso a caso.
- Integração com ferramentas de gestão: a integração com plataformas de controle de despesas corporativas ainda é menos madura do que nas locadoras tradicionais.
- Seguro com franquias variáveis: as coberturas dos apps podem ser menos abrangentes ou ter franquias mais altas do que os pacotes completos das locadoras.
Quando usar cada modalidade: guia prático
A escolha certa depende do perfil da viagem, do destino e da duração. Use a tabela de critérios abaixo como referência:
- Viagem pontual a destino com aeroporto: locadora tradicional (Localiza, Movida, Unidas) — balcão no terminal, cobertura garantida, nota fiscal para CNPJ.
- Deslocamentos urbanos frequentes em capital: app por horas (Turbi) — sem necessidade de balcão, custo por uso real.
- Projeto de campo de 3 a 12 meses: assinatura mensal (Kovi, Movida Assinatura, Localiza Meoo) — custo fixo, sem IPVA e manutenção.
- Frota corporativa permanente (10+ veículos): gestão terceirizada de frotas (Arval, LM Frotas) — mais eficiente do que aluguéis individuais.
- Evento corporativo com múltiplos viajantes: contrato corporativo com locadora, com vans e minivans incluídas.
Cobertura e seguro: o ponto mais crítico
Independente da modalidade escolhida, o seguro no aluguel de carro corporativo é o item que mais gera dúvidas — e mais prejuízo quando mal gerido. Alguns pontos essenciais:
- Pacote completo vs. básico: o pacote completo das locadoras cobre avarias, perda total, assistência 24h e danos a terceiros sem custo adicional por sinistro. O básico exige franquia do viajante, que muitas vezes não é reembolsada pela empresa.
- Cartão de crédito corporativo: alguns cartões incluem seguro de locação, mas as coberturas costumam ser parciais. Verifique as condições antes de dispensar o seguro da locadora.
- Apps e subscription: a cobertura varia muito de plataforma para plataforma. Exija documentação clara antes de incluir o serviço na política de viagens.
- Danos a terceiros: este item é obrigatório em qualquer modalidade corporativa. Sinistros sem cobertura de terceiros podem gerar passivos jurídicos para a empresa.
A definição clara dessas coberturas deve constar na política de viagens da empresa, especificando qual pacote de seguro é obrigatório e em quais situações.
Como incluir o aluguel de carro na política de viagens corporativas
Uma política bem estruturada evita gastos desnecessários e garante que todos os colaboradores utilizem as modalidades aprovadas pela empresa. Veja os pontos que não podem faltar:
- Definição das modalidades aprovadas por tipo de viagem (locadora tradicional para viagens aéreas, app para deslocamentos urbanos, assinatura para projetos longos).
- Fornecedores homologados: liste as locadoras e apps que têm contrato corporativo ativo — isso garante tarifas negociadas e faturamento centralizado. Consulte os benefícios das tarifas corporativas negociadas.
- Limite de categoria de veículo por nível hierárquico ou tipo de viagem (econômico para deslocamentos internos, executivo para clientes estratégicos).
- Pacote de seguro mínimo obrigatório — especifique se o colaborador pode aceitar o básico ou se o completo é mandatório.
- Processo de reembolso e comprovação: nota fiscal em nome da empresa, foto do veículo na retirada e devolução, registro de km rodado.
Custos comparativos: o que considerar além da diária
Comparar apenas o valor da diária ou da mensalidade é um erro comum. O custo real do aluguel de carro corporativo envolve:
- Franquia do seguro (em caso de sinistro)
- Combustível e km excedente (nas locadoras tradicionais)
- Pedágios e multas (responsabilidade do locatário, salvo cláusula específica)
- Taxas de aeroporto (cobradas por algumas locadoras)
- Tempo de deslocamento até o balcão ou ponto de retirada do app
Ao calcular o TCO (custo total de propriedade) da mobilidade corporativa, empresas que negociam contratos com locadoras tradicionais frequentemente obtêm economia de 15% a 30% em relação ao uso de apps sem contrato, especialmente em volumes acima de 50 diárias por mês.
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Na Aerotur, a gestão de mobilidade terrestre faz parte de uma solução integrada de viagens corporativas. Nossa equipe negocia tarifas corporativas com as principais locadoras do Brasil, orienta a construção da política de viagens e integra os custos de aluguel de carro aos relatórios de despesas — tudo em uma única plataforma.
Se a sua empresa ainda toma decisões de aluguel de carro caso a caso, sem política definida ou contrato corporativo, você provavelmente está pagando mais do que deveria. Fale com nossos especialistas e descubra como estruturar a mobilidade terrestre da sua empresa de forma eficiente e econômica.
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