O travel manager é o profissional responsável por planejar, executar e otimizar toda a operação de viagens corporativas de uma empresa. Em 2026, com o mercado de viagens corporativas no Brasil projetado para atingir R$ 14 bilhões — um novo recorde histórico —, esse cargo se tornou estratégico para organizações que precisam equilibrar eficiência de custos, segurança dos viajantes e qualidade na experiência de deslocamento.
Neste artigo, você encontra uma job description completa do travel manager: atribuições do dia a dia, competências técnicas e comportamentais, faixas salariais, plano de carreira, certificações reconhecidas e os KPIs que balizam o desempenho do profissional.
O que faz um travel manager: atribuições do dia a dia
O trabalho do travel manager vai muito além de emitir passagens e reservar hotéis. No cotidiano, o profissional atua em frentes simultâneas:
- Gestão da política de viagens: manter o documento atualizado, comunicar as regras aos viajantes e garantir a aderência às diretrizes aprovadas. Para aprofundar esse ponto, confira o conteúdo sobre gestão de viagens corporativas.
- Negociação com fornecedores: conduzir RFPs, renegociar tarifas corporativas com companhias aéreas, redes hoteleiras e locadoras, além de gerenciar o relacionamento com a TMC (Travel Management Company). Entenda o papel da TMC nas viagens corporativas para dimensionar essa parceria.
- Gestão de despesas e orçamento: controlar o budget de viagens, analisar relatórios de gastos, identificar oportunidades de economia e reportar os resultados ao CFO ou ao RH.
- Duty of Care: garantir a localização dos viajantes em trânsito, acionar protocolos de emergência quando necessário e assegurar que seguros de viagem estejam contratados e adequados.
- Experiência do viajante: monitorar satisfação, resolver problemas operacionais em tempo real e equilibrar custo com bem-estar — um fator cada vez mais valorizado pelas empresas.
- Tecnologia e dados: operar e evoluir as ferramentas de reserva (OBT), analisar dashboards de KPIs e explorar soluções de inteligência artificial para automação de tarefas. O atendimento especializado para viajantes corporativos depende diretamente dessa integração tecnológica.
Soft skills e hard skills do travel manager
Hard skills (competências técnicas)
- Conhecimento de GDS (Amadeus, Sabre, Galileo) e plataformas OBT
- Gestão de contratos e negociação comercial com fornecedores de viagens
- Análise de dados: Excel avançado, Power BI ou ferramentas similares
- Domínio de normas de compliance e regulatórias do setor (LGPD, regulações de câmbio)
- Elaboração e gestão de orçamentos (budget de T&E — Travel & Entertainment)
- Inglês intermediário a avançado (obrigatório em empresas com operações internacionais)
Soft skills (competências comportamentais)
- Comunicação clara e assertiva para influenciar viajantes e stakeholders sem autoridade hierárquica direta
- Resiliência e gestão de crise: tomar decisões rápidas diante de voos cancelados, emergências médicas ou instabilidades geopolíticas
- Orientação a dados: transformar números em argumentos convincentes para a liderança
- Visão estratégica: conectar o programa de viagens aos objetivos do negócio
- Empatia: entender as necessidades dos viajantes frequentes, incluindo perfis específicos como executivos seniores e colaboradores em campo
Salário médio do travel manager no Brasil em 2026
A remuneração varia conforme o porte da empresa, volume de viagens gerenciado e nível de senioridade. Com base em dados de mercado consolidados em 2026:
- Travel Manager Júnior / Analista de Viagens Sênior: R$ 5.000 a R$ 8.000/mês
- Travel Manager Pleno: R$ 8.000 a R$ 13.000/mês
- Travel Manager Sênior / Head de Viagens: R$ 13.000 a R$ 20.000/mês
- Global Travel Manager (multinacionais): acima de R$ 20.000/mês, com benefícios variáveis
Empresas do setor financeiro, de tecnologia e mineração costumam praticar as maiores remunerações, dado o volume e a complexidade das viagens envolvidas. Benefícios como bônus por metas, PLR e stock options são comuns em multinacionais.
Certificações que valorizam o travel manager
Duas certificações se destacam como referências no setor:
GTP — Global Travel Professional (GBTA)
Emitida pela Global Business Travel Association (GBTA), a certificação GTP é a mais reconhecida internacionalmente. Valida conhecimentos em gestão de risco, negociação com fornecedores, sustentabilidade, tecnologia e análise de dados. Em abril de 2026, a GBTA lançou a plataforma GBTA Learning, ampliando o acesso a cursos on-demand e trilhas de carreira estruturadas para diferentes níveis de senioridade.
Certificação ABGEV
A Associação Brasileira de Gestores de Viagens Corporativas (ABGEV) oferece programas de capacitação voltados ao mercado brasileiro, cobrindo legislação local, relações com TMCs nacionais e especificidades do programa de viagens em empresas de médio porte.
Além dessas, formações em gestão de projetos (PMP, PRINCE2), análise de dados e supply chain agregam valor ao currículo do travel manager.
KPIs do travel manager: como medir o desempenho do profissional
O travel manager é avaliado por indicadores que cobrem eficiência financeira, operacional e experiência do viajante. Os principais KPIs são:
- Custo médio por viagem: compara o gasto real com o benchmark do setor e metas internas
- Taxa de adesão à política (policy compliance): percentual de reservas realizadas dentro das diretrizes da empresa; meta saudável acima de 85%
- Savings gerados: economia obtida via negociação, uso correto do OBT e antecipação de reservas
- Lead time de reservas: antecedência média das compras; quanto maior, menores as tarifas
- Satisfação do viajante (NPS ou CSAT): mede a percepção de qualidade do programa de viagens
- Número de incidentes de segurança resolvidos: eficácia do duty of care
- ROI do programa de viagens: correlaciona o investimento em deslocamentos com resultados de negócio (contratos fechados, projetos entregues)
Para uma visão aprofundada sobre métricas do programa como um todo, o conteúdo sobre KPIs de viagens corporativas detalha como estruturar dashboards e ciclos de revisão.
Plano de carreira: de onde vem e para onde vai o travel manager
O profissional que chega ao cargo de travel manager geralmente percorreu um dos seguintes caminhos:
- Operacional de TMC ou agência corporativa: ex-consultores de viagens que migraram para o cliente
- Analista administrativo ou de compras: profissionais que assumiram a gestão de viagens como parte do escopo de procurement
- RH ou Facilities: em empresas menores, o travel management começa sob essas áreas e evolui para um cargo dedicado
A progressão natural após o cargo de travel manager leva a posições como:
- Head de Viagens e Despesas (T&E): gestão da equipe e do orçamento global
- Global Travel Manager: em multinacionais, com escopo regional ou mundial
- Gerente de Procurement de Facilities: ampliando o escopo para outras categorias de compras indiretas
- Consultor independente de travel management: atuação autônoma para múltiplas empresas
Quando contratar um travel manager interno
Nem toda empresa precisa de um travel manager dedicado. A decisão de internalizar o cargo depende de alguns critérios objetivos:
- Volume de viagens: acima de 200 a 300 viagens/mês, a gestão manual começa a gerar ineficiências relevantes
- Gasto anual em T&E: orçamentos acima de R$ 1,5 milhão anuais justificam economicamente um profissional dedicado
- Complexidade das operações: empresas com viagens internacionais frequentes, operações em zonas de risco ou múltiplos centros de custo se beneficiam de um gestor interno
- Nível de reclamações dos viajantes: insatisfação recorrente com o processo de reservas é sinal de que falta gestão especializada
- Dispersão geográfica da equipe: colaboradores em múltiplas filiais ou em campo geram demanda contínua por suporte de deslocamento
Empresas de menor porte — ou em estágio inicial de estruturação do programa — frequentemente terceirizam essa função para uma TMC especializada, que oferece o know-how de um travel manager sem o custo de um headcount fixo.
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A Aerotur é especialista em gestão de viagens corporativas para empresas em todo o Brasil. Nossa equipe atua como extensão do seu time interno: negociamos tarifas, estruturamos políticas, implementamos tecnologia e garantimos que cada viajante tenha suporte completo — do planejamento ao retorno.
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