A segurança da mulher em viagens corporativas é uma pauta que ganhou urgência nos últimos anos — e os dados de 2026 não deixam margem para complacência. De acordo com a Global Business Travel Association (GBTA), 83% das profissionais que viajam a trabalho relataram ao menos uma preocupação ou incidente de segurança no último ano. Enquanto isso, apenas 18% das empresas contam com políticas que abordam especificamente as necessidades das viajantes corporativas — uma lacuna crítica que precisa ser corrigida.
O cenário atual: riscos reais e invisíveis
Mulheres representam hoje 71% das viagens solo realizadas no mundo e sua presença no mundo corporativo em constante crescimento significa que cada vez mais profissionais do sexo feminino estão na estrada. Ao mesmo tempo, a Safeture identificou em seu mapa de risco 2026 que 29 países são classificados como de alto risco para viajantes do sexo feminino, com concentração nas regiões do Oriente Médio, Norte da África e partes da África Subsaariana.
Mesmo em destinos domésticos, as preocupações são concretas. As principais inquietações relatadas pelas viajantes incluem:
- Segurança geral no destino (78% das entrevistadas);
- Assédio sexual e violência (72%);
- Viagens para determinadas cidades ou regiões (68%);
- Risco de assalto ou sequestro (65%).
Além disso, 70% das profissionais afirmam sentir ansiedade relacionada a viagens — número que cresceu seis pontos percentuais em relação ao ano anterior. Isso demonstra que a percepção de risco não diminuiu; ao contrário, tende a se intensificar sem ação corporativa estruturada.
Por que as políticas atuais falham as viajantes
Um dado paradoxal revela a dimensão do problema: embora 74% dos profissionais que gerenciam viagens sejam mulheres, apenas 27% afirmam trabalhar em empresas com políticas específicas de segurança para viajantes do sexo feminino. E 68% das profissionais que viajam a trabalho acreditam que sua empresa deveria ter políticas dedicadas às necessidades femininas.
Políticas de viagem genéricas tratam todos os viajantes como equivalentes, ignorando diferenças reais de exposição ao risco. A ausência de diretrizes específicas coloca as colaboradoras em posição de vulnerabilidade adicional e expõe a empresa a riscos legais, reputacionais e de duty of care.
Boas práticas na escolha de hospedagem e transporte
A curadoria das opções de hospedagem e transporte é o ponto de partida de qualquer estratégia de segurança para viajantes corporativas. As principais recomendações incluem:
- Hotéis em localizações centrais e seguras: proximidade a centros comerciais, áreas bem iluminadas e com segurança 24 horas reduz a necessidade de deslocamentos noturnos a pé;
- Verificação prévia do estabelecimento: priorizar hotéis com check-in seguro, elevadores com acesso por chave e câmeras nas áreas comuns;
- Transporte pré-contratado: evitar táxis de rua, especialmente à noite; preferir motoristas verificados por aplicativos corporativos ou serviços previamente acordados;
- Quartos em andares intermediários: nem térreo (acesso externo) nem cobertura (emergência de incêndio); andares entre o 3º e o 6º oferecem melhor combinação de segurança e praticidade;
- Não divulgar número do quarto em público: ao receber a chave na recepção, conferir o número de forma discreta.
Horários, rotinas e práticas de segurança no dia a dia
A programação da viagem pode ser planejada com foco em segurança sem comprometer a agenda profissional:
- Preferir voos com chegada durante o dia, evitando deslocamentos do aeroporto ao hotel em horários noturnos;
- Comunicar a itinerário completo a um contato de confiança na empresa ou na família;
- Manter o telefone carregado e com roaming ou chip local ativo;
- Conhecer previamente o número de emergência local e o endereço do hospital mais próximo ao hotel;
- Evitar publicar localização em tempo real nas redes sociais durante a viagem;
- Usar o cofre do quarto para documentos e objetos de valor.
Esses cuidados são simples, mas seu impacto é significativo — e devem fazer parte do briefing de viagem fornecido pela empresa a todas as colaboradoras antes de cada deslocamento.
Políticas inclusivas: como estruturar o duty of care para mulheres
Uma abordagem de travel risk management verdadeiramente inclusiva reconhece que diferentes grupos de viajantes enfrentam riscos diferentes. Para garantir a segurança das colaboradoras, as políticas devem incluir:
- Avaliação de risco por gênero: considerar o perfil do viajante ao classificar destinos por nível de risco;
- Check-ins obrigatórios: estabelecer rotinas de comunicação periódica durante viagens de maior risco;
- Canais de apoio dedicados: linha de suporte disponível 24 horas, com atendentes treinados para situações de assédio ou violência;
- Treinamento pré-viagem: orientações sobre costumes locais, legislação e comportamentos de risco específicos ao destino;
- Liberdade de recusar destinos: garantir que nenhuma colaboradora seja penalizada por recusar viagens a destinos classificados como de alto risco.
O seguro viagem corporativo é um componente essencial desse arcabouço, cobrindo desde emergências médicas até situações de crise de segurança pessoal.
Tecnologia e canais de apoio para viajantes corporativas
A tecnologia disponível em 2026 oferece recursos concretos para aumentar a segurança das viajantes:
- Aplicativos de rastreamento voluntário: permitem que a empresa acompanhe a localização do viajante em casos de emergência;
- Plataformas de alertas de destino: notificam em tempo real sobre mudanças no nível de segurança de regiões específicas;
- Assistentes virtuais de crise: guias de ação para situações de assédio, roubo ou emergência médica em múltiplos idiomas;
- Redes de apoio corporativo: grupos internos de viajantes que compartilham dicas e alertas sobre destinos.
A integração dessas ferramentas a uma política sólida de acessibilidade e inclusão nas viagens corporativas demonstra o compromisso real da empresa com a segurança de todos os seus colaboradores.
Impacto na retenção e na cultura organizacional
Além dos aspectos legais e de responsabilidade corporativa, há uma dimensão estratégica clara: empresas que protegem suas viajantes retêm mais talentos femininos em posições de liderança. Quando uma profissional sente que sua segurança é prioridade — não um dado secundário — o vínculo com a organização se fortalece. Em um mercado de trabalho competitivo, essa percepção pode ser decisiva na escolha de permanecer ou migrar para outra empresa.
Conte com a Aerotur Corporativo
A Aerotur integra segurança e inclusão em cada etapa da gestão de viagens corporativas. Desde a seleção criteriosa de hotéis e transportes até o suporte em tempo real durante os deslocamentos, nossa equipe garante que todas as colaboradoras da sua empresa viajem com mais segurança e tranquilidade.
Quer construir uma política de viagens corporativas que protege todas as pessoas da sua equipe? Fale com a Aerotur Corporativo e saiba como estruturar protocolos de segurança eficazes e inclusivos para os deslocamentos da sua empresa.