Codeshare: como parcerias entre aéreas beneficiam o corporativo

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Imagine planejar uma viagem de negócios complexa, com múltiplas conexões e destinos remotos, sem o estresse de reservas separadas ou bagagens perdidas no meio do caminho. É exatamente isso que o codeshare proporciona no mundo da aviação corporativa. Essas parcerias entre companhias aéreas, que permitem compartilhar códigos de voo, estão revolucionando a forma como empresas gerenciam suas viagens, oferecendo mais eficiência, economia e conforto para executivos que não podem perder tempo.

Neste post, vamos mergulhar no universo do codeshare, explorando desde sua definição até os impactos reais no setor corporativo. Com base nas práticas mais recentes no Brasil e no mundo, você entenderá como essas alianças beneficiam não só as aéreas, mas principalmente as empresas que dependem de mobilidade constante para crescer.

O que é codeshare

O codeshare é um acordo de cooperação comercial entre duas ou mais companhias aéreas, autorizado pela Anac no Brasil por meio das resoluções 692 e 440. Nesse modelo, uma empresa vende passagens para um voo operado por outra parceira, usando seu próprio código de voo ao lado do da operadora. Isso significa que você compra um bilhete único com a Latam, por exemplo, mas pode voar em um trecho operado pela VoePass, sem complicações extras.

Na prática, essa parceria amplia a malha aérea de todos os envolvidos sem a necessidade de investir em novas aeronaves. Um voo de São Paulo a Brasília operado pela Gol pode ser vendido pela Azul com seu código, criando mais opções para os passageiros. É uma estratégia comum globalmente, especialmente em alianças como Star Alliance, onde benefícios como acúmulo de milhas se estendem seamless.

Como funciona o codeshare na prática

Quando você emite uma passagem codeshare, o bilhete mostra os códigos de ambas as companhias: o da marketing carrier (que vendeu) e o da operating carrier (que opera o voo). No check-in, siga as regras da companhia comprada para o primeiro trecho, mas prepare-se para possíveis diferenças nos serviços a bordo, como refeições ou entretenimento.

Para viajantes corporativos, o grande trunfo é a emissão única: despache a bagagem no origem e retire só no destino final, desde que não haja alfândega no meio. No Brasil, acordos recentes como o entre Azul e Gol, anunciado em 2024, combinam cerca de 1.500 decolagens diárias para criar mais de 2.700 conexões com uma só parada, otimizando rotas internas.

Aqui vai uma tabela simples para ilustrar como identificar um voo codeshare em seu bilhete:

Elemento no bilheteExemploSignificado
Código de vooAD 1234 / G3 5678AD vendeu, G3 opera
Marketing carrierAzul (AD)Companhia da compra
Operating carrierGol (G3)Responsável pelo avião
BagagemDespacho únicoAté destino final

Essa clareza evita surpresas e facilita o gerenciamento por agências corporativas.

Benefícios para as companhias aéreas

Para as aéreas, o codeshare é uma ferramenta poderosa de otimização. Ele expande a oferta de destinos e horários sem aumentar custos operacionais, reduzindo voos vazios e gerando comissões em vendas cruzadas. No caso de GOL e American Airlines, o acordo elevado a exclusividade em anos recentes trouxe acesso prioritário a benefícios para membros, como check-in rápido.

Além disso, melhora a receita ao encher aviões e fortalece alianças, como visto na Copa Airlines com parceiros Star Alliance. No Brasil, com a demanda crescente por voos concentrados em hubs como São Paulo, parcerias minimizam gargalos, evitando reduções como as em Brasília e Rio.

Empresas como Philips já notam isso: maior oferta de assentos em rotas saturadas, controlando custos sem sacrificar frequência.

Vantagens para viajantes corporativos

Para o executivo corporativo, o codeshare significa flexibilidade total. Mais horários e rotas, como as 2.700 conexões Azul-Gol, permitem agendas otimizadas, com menos pernoites desnecessários. A comodidade de bagagem direta é ouro: despache em Guarulhos e pegue em Manaus, sem corre-corre em aeroportos intermediários.

Outro ponto alto é o acúmulo de milhas concentrado em um programa só, especialmente em alianças. Voando parceiras, acumule tudo no TudoAzul ou Smiles, maximizando resgates para upgrades. Suporte bilíngue em rotas internacionais, com falantes de português em hubs estrangeiros, reduz estresse em viagens globais.

Gestores como Fernão Loureiro, da Philips, destacam: em cenários de alta demanda doméstica, codeshare equilibra assentos, facilitando reservas em picos.

Impacto no setor corporativo

No corporativo, onde cada minuto conta, o codeshare corta custos operacionais drasticamente. Empresas emitem bilhetes únicos, controlam gastos via relatórios consolidados e evitam compras one-way caras. Agências como R3 Viagens usam isso para acessar redes globais, otimizando orçamentos sem perder qualidade.

Com a recuperação pós-pandemia e alta em viagens de negócios até 2026, parcerias como GOL-Az American elevam eficiência, com prioridades em embarque e segurança. Para PMEs, é democrático: rotas regionais viram viáveis, impulsionando negociações em interiores.

Uma tabela comparativa mostra o antes e depois:

AspectoSem codeshareCom codeshare
ReservasMúltiplas emissõesBilhete único
CustosAltos (one-way)Reduzidos 20-30%
ConexõesCheck-ins separadosFluidas, bagagem direta
MilhasDivididasCentralizadas

Isso transforma viagens em ferramenta estratégica, não obstáculo.

Exemplos recentes de codeshare no brasil

O Brasil vive um boom de codeshares. O acordo Azul-Gol, de 2024, une forças para cobrir o país com conexões rápidas, beneficiando corporativos em setores como agronegócio e indústria. GOL e American Airlines aprofundaram laços, com exclusividade em rotas para os EUA, ideal para executivos latinos.

Latam e parceiras regionais como VoePass expandem para o Norte e Nordeste, enquanto Copa integra brasileiros via Panamá. Esses cases mostram como codeshare responde à concentração de voos em SP, aliviando hubs saturados.

Cuidados e responsabilidades no codeshare

Apesar das vantagens, fique atento: serviços variam por operadora, e há responsabilidade solidária por danos, conforme CDC. Se um voo for cancelado, ambas respondem, mas identifique a operating carrier para reclamar direito.

Para corporativos, políticas claras em contratos evitam disputas. Sempre cheque o bilhete e use apps das aéreas para atualizações reais.

Conclusão

Em resumo, o codeshare não é só uma parceria técnica; é um aliado estratégico para o corporativo moderno. Ao ampliar redes, cortar custos e simplificar logística, ele permite que empresas foquem no que importa: negócios. Na Aerotur, usamos esses acordos para otimizar suas viagens, garantindo eficiência e conforto. Experimente e veja a diferença nas suas próximas agendas executivas.

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Escrito por:
Aerotur

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